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De
onde surgiu o órgão
Há
muitos anos, quando as pessoas ainda moravam em cavernas, elas já
faziam música: com certeza cantavam e batiam palmas para acompanhar
o canto. Muito rápido elas também descobriram que era possível fazer
sons batendo objetos uns nos outros e dessa forma foi inventada
a primeira bateria.
Não
passou muito tempo e começaram a experimentar soprar bambus, ossos
e outras coisas parecidas com canos e daí para o aparecimento das
flautas foi um pulo. Se era possível tocar uma flauta de cada vez
também deveria ser possível tocar muitas flautas ao mesmo tempo,
assim foram sendo colocadas cada vez mais flautas juntas até aparecer
um grande problema: as pessoas não conseguiam mais soprar tantas
flautas, ninguém conseguia soprar o suficiente para todas tocarem
ao mesmo tempo.
Como
os homens sempre foram especialistas em inventar coisas, esse problema
não durou muito tempo: foi inventado o fole, com ele dá para fazer
ar à vontade e juntando o fole e as flautas foi criado o primeiro
órgão. Dali por diante apareceram todos os tipos de órgãos: grandes,
pequenos, de igreja e para carregar quando se viaja, alguns nos
quais a mesma pessoa que tocava fazia o ar e outros nos quais uma
pessoa tocava e muitas outras ficavam fazendo o ar. Muitos anos
se passaram e hoje se consegue fazer ar sem ninguém no fole, só
com um motor!
Existiram
órgãos já no tempo dos gladiadores e no tempo do rei Artur e, quando
os primeiros brancos vieram para o Brasil trouxeram um órgão bem
pequeno, dos que podiam ser carregados e não pararam mais de trazê-los,
no começo porque os índios gostavam e, depois, com certeza porque
soava bonito.
De
tantos órgãos que vieram de longe para o Brasil um ficou e está
até hoje na Sé de Mariana, já completou 300 anos, mas continua com
muito fôlego para tocar mais 300, graças ao trabalho de ARPI e seus
irmãos. Mas essa é uma outra história.
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